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Retweet integrado nativamente no twitter é um exemplo máximo de uma empresa que entende seus consumidores, seus hábitos e tem a capacidade de se reinventar, conquistando…

Parece bobagem, mas o Retweet não é um recurso nativo do twitter, é um comportamento criado pelos usuários, um tipo de referenciação de informação com menção à fonte. Todas as ferramentas de gerenciamento de tweet criadas através da API aberta suportavam este recurso, o que tornava a implantação nativa desnecessária, mas quando o Twitter endossa um comportamento de seus usuários/clientes, ele mostra que acima de tudo seu serviço é voltado e pensado para eles.
O cliente/usuário em primeiro lugar, como foco, é o que dá sentido e reafirma a qualidade de uma empreitada/empresa, a razão de ser de uma pessoa jurídica.

Quem dera todas as empresas entendessem qual seu real propósito.

Gráfico bem interessante sobre o consumo de música digital no últimos 3 anos versos o mercado de mídia física.

Veio pela lista do Podbility

Google Caffeine

Em breve entrará publicamente em funcionamento a nova “engine” de indexação do Google em um de seus datacenters, o projeto Caffeine.

O design da página de pesquisas não pretende mudar, mas a forma como o Google indexa documentos deve se tornar mais ágil. Isso significa que novas páginas poderão ser encontradas mais rapidamente no buscador, além de terem melhor semântica, devolvendo melhores resultados na busca.

Isso também altera os resultados de pagerank e de quantidade de páginas mostradas em cada pesquisa, Clicando aqui você pode ver um pré teste feito pelo pessoal do Mashable em agosto na versão sandbox (beta/teste), que não está mais disponível.

As mudanças na estrutura de indexação também podem ser ótimas para eliminar os espertalhões que usam de artifícios  para mascarar resultados e conseguirem artificialmente primeiras posições no buscador. (principalmente o pessoal do marketismo de plantão)

Apesar disso, o Google team afirma que quem segue boas práticas de SEO não precisa se preocupar, segue um videozinho simpático com mais info.

Via Mashable

Quando eu digo que mídia online não é mídia social, corro o risco de estar errado, mas estou criando simplesmente uma diferenciação de conceito.

Mídia social = A internet é uma rede de comunicação com grande número de usuários, então podemos até dizer que eles são sua audiência, e por isso uma forma de mídia. Uma parte considerável deste conteúdo é criada por pessoas comuns da sociedade, não ligadas à empresas, por isso “Social”

Assim, o conteúdo que veicula nesta forma de mídia é originalmente autônomo, autoral e possivelmente participativo/colaborativo.

Mídia online = É o conceito de usarmos espaços de mídia da internet como forma de veiculação de peças publicitárias, informativos ou divulgação de produtos, serviços e eventos.

Seu conteúdo é controlado, institucional, dirigido à públicos delimitados, divulgado em canal e espaços definidos e de propriedade da pessoa jurídica.

Então, dependendo do formado do trabalho de conteúdo empresarial em blogs, twitter, sites ou ferramentas 2.0, podemos classificá-lo de formas diferentes. O blog da Tecnisa é um bom case Brasileiro

Se a empresa cria conteúdo nas mesmas ferramentas, ela está, de uma certa forma, participando como os outros usuários e, mesmo que seja em nome de uma empresa, criando um conteúdo social, como as pessoas fazem.

Se a empresa cria uma peça interativa, até participativa, podemos dizer que o conteúdo pode estar também sendo produzido pelas pessoas e dependendo do formato não deixa de ser conteúdo social, sendo parte de uma mídia social. Mil Casmurros é um bom exemplo disso.

Se a empresa faz um banner, alguns formatos de publieditorial ou alguma coisa não interativa, pode até usar um canal de mídia social, mas conteúdo institucional é mídia online.

Não estou querendo dizer que mídia online seja ruim, nem que haja diferenças de qualidade ou que um ou outro tipo seja melhor ou pior, são diferentes talvez, mas entender isso ajuda a trabalharmos com mais qualidade.

O que a sua empresa está fazendo na internet?

Facebook Facelift

Desde quando eu era pequeno meu pai se assustava com a facilidade que eu tinha de aprender a controlar todo tipo de eletrônico novo que chegava em casa em questão de minutos.

Era televisão, menu de microondas, antena parabólica (sim, eu morava no interior), videocassette, computador, celular (dezenas), camera de foto e de filmagem…

Poucas vezes eu recorria ao manual, ou era bem pontual. Parece bobagem, mas para mim que já nasci “com plug de tomada e bateria” (acredito que minha geração) fica mais fácil interagir com interfaces, sendo elas intuitivas ou nem tanto.

É por isso que apesar de chatinho de usar, não tive lá muita resistência ao Facebook, só não usava muito até ano passado por falta de conhecidos ativos mesmo.

Brasileiro é um povo ansioso, tem pressa para quase tudo, por isso reclama quando alguma coisa não é prática ou intuitiva, isso faz perder tempo.

E vamos e venhamos: facebook é a 8 maravilha depois do orkut, mas amigável não é. E para parar com a mania que é coisa de gringo, que nós que somos burros e que não sabemos usar (que eu tive que ouvir por ae, pasmem); um desses gringos tão indignados quanto a gente, o Barton Smith fez uma plástica no brinquedo

Essa semana aconteceu na sede da agência TV1 aqui em São Paulo, uma palestra com Biz Stone, um dos fundadores do Twitter. Assisti pelo Streaming no site do programa Agenda do Futuro.

Evan Williams e Biz Stone

Evan Williams e Biz Stone

Achei muito legal e apesar de querer contar tudo aqui, vocês poderão ver no vídeo, então vou destacar a parte da história da ferramenta para fazer um parênteses com a reflexão que me abriu:

Biz contou que o Twitter foi um projeto paralelo e nunca foi pensado para dar dinheiro. Surgiu no meio do desenvolvimento de um software para podcast , esse sim projetado como serviço (portanto possivelmente rentável), aproveitando a onda do momento.

Pensando em integrar SMS com Web, Biz criou em duas semanas uma ferramenta simples, baseada em texto, com plataforma parcialmente aberta para “testar” com a família e amigos a capacidade de  ”serviço” da coisa.

Suas primeiras impressões foram que o Twitter era engraçado mas tão útil quanto um sorvete (parábola interessante sobre a efemeridade da informação instantânea), mas a visão artística do mundo de Biz (originalmente designer gráfico) o fez defender a ferramenta simplesmente porque o humor também é algo desejável (:

Outras coisas foram acontecendo e as adesões de desconhecidos e novos usos da ferramenta foram mudando a percepção sobre o Twitter para a de uma nova forma de comunicação, um fenômeno cultural que tornou seus donos bilhonários em dois anos.

Ferramentas digitais capazes de formarem fenômenos culturais adquirem um valor social imensurável, alcançando inclusive o mundo dos negócios (tem muita empresa usando essas ferramentas para fazer dinheiro, 20% das mensagens do Twitter são sobre marcas), como a gente bem sabe, é por isso que o Google, Twitter e o Youtube são três dos serviços de mais valor no mundo digital.

Valor é o que lastra o preço das coisas, é no que teoricamente pautamos dinheiro. E é por ter valor que acionistas investem seus milhões em ferramentas que ainda não se pagam diretamente, como o Youtube e o Twitter.

“Maybe it’s just fun, so what?” é uma das melhores frases de Biz durante toda a palestra na minha opinião, só uma pessoa que entende o valor das atitudes humanas é capaz de criar uma coisa mesmo que por acidente que impacta a vida de tanta gente. O resto só acha que sabe.

Mas nem todo mundo é como ele: “Ferramentas tão importantes para a humanidade devem ter algum valor comercial”, é assim que acionistas pensam, eles esperam lucrar. E graças a Deus continuam investindo pagando os estratosféricos custos anuais do Youtube, Twitter e similares.

Você já parou para pensar quanto é a conta de banda de internet, elétrica, de servidores, sistema e equipe técnica de uma ferramenta de uso mundial que não pára?

Essa discussão não é nova e agora você já sabe quem paga.

Enquanto isso, o dono do Twitter segue conhecendo os países em que sua criação fez sucesso, isso se chama pesquisa e é uma ótima forma de criar serviços quem sabe lucrativos para o futuro do Twitter.

Assista todos os vídeos em ordem aqui – os vídeos 1 e 2 são a abertura com o Governador José Serra:

Video 1
Video 2
Video 3
Video 4
Video 5
Video 6
Video 7
Video 8

Nota: o Brasil é comparativamente o lugar do mundo em que mais se usa Twitter com 15% do total de usuários da ferramenta.

Mídia social não deveria ser uma coisa complicada, mas algumas diferenças de entendimento estão fazendo iniciativas empresariais #FAIL no mundo inteiro.

No Brasil já sabemos alguns de várias “agências especializadas” que pisaram no tomate. (isso é uma análise que eu ainda quero fazer sobre o poder de decisão das agências versus a demanda do cliente – mas já adianto que é a demanda errada que causa geralmente o #FAIL da ação)

A base do trabalho de mídias sociais empresarial deveria ser ouvir seus consumidores, ser útil oferecendo seu conhecimento, trazendo conteúdo interessante para ser compartilhado e deixá-los falar por você.

A maioria dos cases de sucesso mostrados nos EUA (e no mundo) mencionam a Comcast (prestadora de internet) e a Zappos (loja virtual) e não a toa: são empresas que entenderam a brincadeira e adotaram as mídias sociais para se conectar com seus clientes, ganhando a simpatia das pessoas e construindo laços de confiança.

Feed them all

Feed them all

Eles não precisaram de conhecimento ou tecnologias hiper-especializadas para falar com pessoas.

Então porque as outras têm cases #FAIL ?

1 – Empresas que não conseguem falar de nada além de seus próprios produtos (umbigosfera)

Cases que a gente já conhece de empresa jogando informação de seus produtos e promoções indevidamente em qualquer espaço possível mostram desrespeito com seu interlocutor. Não preciso citar esses cases.

Veja que não estou falando de publicidade online (que também não é mídia social, mas é outra história) que, quando identificada e feita corretamente, não é nada diferente do que sempre tivemos nas revistas, jornais, tv, rádio e outdoors (e isso já diz muita coisa sobre mídia online x velha mídia)

Agora vamos falar de bons exemplos, Citando um nacional de trabalho bem feito eu trago a Dellano, fábrica de móveis planejados que fez um blog de tendências de decoração, e não necessáriamente sobre seus produtos, ganhou o meu Feed.

O mesmo com o blog americano de fotografia da Kodak que fala sobre criatividade em geral e não sobre câmeras da Kodak.

2 – Empresas que ouvem os problemas dos clientes e não tomam providências.

“Você já ligou para um call center querendo uma informação? eu já, e foi uma das piores esperiências da minha vida. Eu não tinha nenhum problema, só queria uma informação rápida e enfrentei demora, descaso e sarcasmo… Agora ganhei uma úlcera.”

Essa não é uma história digital, mas pense você que essas empresas também querem entrar no hype do blog…

Se você se propôe a ouvir seus clientes, esteja preparado para providências sobre reclamações. O primeiro passo para isso é reconhecer que não se é perfeito e que tudo pode melhorar.

A Locaweb criou o @locaweb_reply, que procura as reclamações dos clientes no twitter e devolve respostas e soluções.

Os reports são tratados caso a caso, e ninguém é ignorado ou fica sem resposta.

Mais que apagar o fogo, os dados extraidos dessa ferramenta trouxeram à Locaweb em 2008 um entendimento diferente da opinião de seus consumidores sobre os serviços e alterou sua forma de tratar problemas.

Até no atendimento tradicional as coisas mudaram, os setores de tecnologia se alojam ao lado do SAC de cada produto e se conversam, diminuindo o tempo de identificação dos problemas entre os setores e integrando mais a equipe nas resoluções, além de buscar a raiz para evitar repetição no futuro.

3 – Empresas com tecnologias engessadas.

Presença digital é mais do que catálogo online, por isso friso tanto que gerar conteúdo e interação com o consumidor é a chave para o sucesso em mídias sociais. Toda empresa deveria ter um sistema de gerenciamento de conteúdo (CMS – O WordPress é um CMS) que permitisse a publicação de conteúdo de forma fácil e rápida sem depender de toda uma recodificação do Site.

E é meio hipócrita ter blog, estar no orkut, twitter, myspace e facebook – reconhecendo assim que as pessoas estão nesses canais – e bloquear o acesso de seus funcionários(isso não é tratá-los como pessoas).

4 – Cálculo errado dos riscos.

É preciso ter cuidado com o que se fala no blog corporativo, para quem se propõe a ter um. Uma informação errada publicada por um funcionário descontente ou descuidado pode soar bem mal e fazer um verdadeiro estrago publicamente, com repercussão incalculável.

Não participar não diminui o risco, veja o caso de funcionários da rede Globo de televisão que divulgaram o final da novela no twitter pessoal, causando prejuizos à emissora.

É preciso entender que mesmo sendo um canal de comunicação em social media, são informações corporativas e tanto o canal oficial da empresa quanto os canais de seus funcionários devem ter políticas de uso para evitar problemas.

5 – A cultura empresarial desalinhada com socialização.

Quem manda na empresa é…o cliente, então é ele quem deveria estar no coração da marca. Quando processos, políticas e procedimentos organizacionais se tornam mais importantes que o cliente, nenhuma iniciativa em mídia social dará resultado.

Quando um funcionário se concentra em cumprir procedimentos ao invés de ajudar o cliente, estamos falando de uma cultura que não constrói confiança e que depõe contra sua marca. A NET Virtua não mediu esforços para atender as minhas reclamações no twitter (já no telefone…)

Esta análise é uma adaptação do socialnomics com cases mais brasileiros :) espero que seja útil.

map2009 Eu não lembro onde achei esse gráfico, mas adorei, é bem icônico e elucidativo, eu gosto de coisas didáticas.

Mas se você não entendeu, explico:  ele é mais voltado para “publicidade” em mídias sociais, então vamos entender um pouco do maravilhoso mundo de Disney da publicidade.

Antes a gente falava em gerar a big idea em comunicação, o desafio era esse, criar a “grande ideia”, o nome do bombril, e claro ter dinheiro para fazer ela acontecer e aparecer depois.  Era fácil definir aonde ela poderia aparecer

Hoje em dia tem gente gritando por aí que a Big Idea morreu mas a Ivete Sangalo continua vendendo milhões de Phillips, eu concordo no sentido de que é bem difícil conceber a ideia de uma peça sozinha funcionando em plataformas tão diferentes (e complementares) como o youtube, twitter e last.fm por exemplo.

Mas o grande propósito da Big Idea original não era como alguns publicitários mais antigos pensavam testar a genialidade do profissional, era sim impactar os consumidores.

É para isso que as empresas (que pagam o seu salário e sobrevivem de vendas) contratam agências.

A mídia (onde a audiência está) hoje é pluralizada, e abrange tanto a tradicional (tv, rádio, jornal) quanto a internet com mídia online e mídias sociais (sim, de certa forma são diferentes), isso exige um profissional multidisciplinar, que conheça esses pontos de contato e saiba interagir e  manipular as ferramentas da forma mais adequada.

Especificamente falando de mídias sociais: é bem complicado fazer publicidade de verdade em comunidades, mas não impossível e nem necessariamente ruim; é preciso entender que se está em uma comunidade e que ali estão pessoas, para só depois trabalhar o aspecto consumidor delas.

Sem ufanismos: toda pessoa é também um consumidor e compra sabonete e pasta de dente. Não é nenhuma ofença admitir isso, nem mesmo trazer uma campanha para dentro da roda, desde que ela tenha a ver com o ambiente e com os vários aspectos das pessoas que estão ali.

Além disso, na web o que se vende são conceitos e experiências, porque elas também não estão no supermercado, mas todo mundo compra Natura da moça na porta de casa :)

A big idea não morreu, ela mudou, hoje é necessário um big plan para alcançar todos esses tentáculos de uma forma criativa, interativa e relevante.

Hoje só falar não basta, não qualquer coisa pelo menos, pois quem ouve ganhou boca. É preciso entreter, interagir, trazer valor, informar, agradar e inovar como sempre.

Se o trabalho ficou mais fácil ou difícil? não sei, mas temos um volume grande de coisas para fazer e elas têm que ser legais.

O que eu penso sobre isso?  Que pode trazer muita coisa boa para todo mundo: clientes mais exigentes,  uma publicidade mais responsável e ciente do consumidor, produtos melhores, campanhas mais agradáveis e muito trabalho pela frente.

Twitter List

E é oficial, o twitter endossa oficialmente as listas de twitters.
twitterlist

E vem escrito: Lists are timelines you build yourself, consisting of friends, family, co-workers, sports teams, you name it. You’re part of a small group receiving this feature, so don’t tweet about it yet!

—-

Desculpe, não vou fazer nenhuma lista, todo mundo recebeu ou é realmente um small group e pq eu faço parte dele? alguém me diz?

Isso pode ser visto como agrupador de grupos de interesse, mas ainda acho desnecessário, afinal, a cultura de seguir e ser seguido deveria fazer essa função.

Esta é uma resposta do Twitter ao fato de que hoje os números exponencialmente altos de seguidores de algumas pessoas como o @aplusk deixam claro que ninguém lê tanto tweet e que essa cultura de follow já não faz esse papel. Além do que, as pessoas querem separar suas esferas de influência, como a doméstica da profissional por exemplo, para se organizarem melhor.

Mas ainda ter um botão para seguir a lista, não acho legal, pode abrir para SPAM e tudo isso que eu já falei aqui.

Tem neguinho famoso-oso que já pasta pq deu o celular na ferramenta, imagina se o @obama (ok, não ele, mas a @oprah) faz uma lista de contatos pessoais? A onda de sequestros pode aumentar por aí.

Bom, eis o que penso after all:

epinion

Bjomeliga

Talvez você já tenha visto por ae, mas esse vídeo do pessoal da socialnomics é bem legal

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